Lions defende paz no trânsito
Dimitri do Valle
De Curitiba
O Lions Club de Curitiba lançou ontem uma campanha para reduzir os atropelamentos nas ruas da capital. O projeto da entidade filatrópica prevê a convocação de todos os órgãos de trânsito do Estado, movimentando outros segmentos da sociedade. A mobilização tem a finalidade de chamar a atenção dos motoristas de que o pedestre terá de ser prioridade nas ruas da cidade.
Panfletos educativos e palestras estão previstos para serem realizados a partir do ano que vem. O assessor para assuntos de trânsito do Lions, João Farias, disse que o primeiro grande evento será um debate no Colégio Estadual do Paraná no dia 16 de fevereiro. Um símbolo, ainda em fase de elaboração, será lançado para identificar a campanha.
Farias apresentou a idéia da campanha no Instituto do Advogado. Ele pediu o engajamento da imprensa no mutirão, a exemplo do que ocorreu em Brasília há três anos. O jornal Correio Braziliense apresentou a sociedade uma proposta para dimunir o número de atropelamentos. Depois de seis meses de passeatas e discussões de várias entidades de classe, as estatísticas provaram que a campanha deu certo: o número de mortes caiu cerca de 40%.
A campanha do Lions, mencionou João Farias, foi inspirada na conclamação criada pelo Correio Braziliense. Em Curitiba, ele acredita que as ruas de bairros periféricos precisam dispor de melhor sinalização. Um dos exemplos citados por ele está na Cidade Industrial de Curitiba (Cic). Lá, como o fluxo de pedestres também é grande, Farias acredita que é preciso instalar mais controladores de semáforos para pedestres. O assessor do Lions diz que é preciso conservar e implantar mais faixas de proteção aos transeuntes.
Pela proposta do Lions, a cordialidade deve imperar no trânsito. Os motoristas terão que dar a vez ao pedestre não somente nas faixas de segurança, mas em qualquer lugar da rua. O pedestre botou o pé na pista e o trânsito tem que parar, sugere João Farias. É assim em Brasília.





