Linhas perigosas
são punição,
acusa sindicato
Uma das táticas usadas pelas empresas de transporte coletivo para demitir funcionários que questionam a empresa é colocar nos trechos de maiores assaltos da cidade. Segundo o presidente do Sindicato de Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Denilson Pires, indicar alguém para as linhas críticas seria uma maneira de ‘‘fritar’’ os inconvenientes.
Pires diz que quando há uma indicação do funcionário para estas linhas não existe maneira de questionar a ‘‘promoção’’. ‘‘Se a pessoa diz que não quer, ela vai ter que ir embora. E, se assumir o posto, terá que aguentar a pressão desses itinerários’’, diz. Na maioria das vezes, o motorista ou cobrador que é transferido acaba se demitindo. Outra forma de preencher os postos dos trechos críticos é a colocação dos novatos, recém-contratados pelas empresas.
O presidente do Sindimoc afirma que essa política dos diretores das empresas começa a voltar-se contra eles. Pires diz que já começa a faltar pessoas que se disponham a trabalhar nos horários noturnos. ‘‘Mesmo entre os que buscam empregos, há uma grande resistência em aceitar este trabalho, por causa da falta de segurança’’, garante.

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