Língua e falta de documentos
são os principais problemas
Entre as maiores dificuldades para um estrangeiro recém-chegado nos Estados Unidos estão a língua e a falta de documentos. Só em algumas regiões de Miami, Los Angeles, San Francisco, Nova York, Dallas e outras cidades com influência hispânica é possível se virar com o ‘‘portunhol’’.
O problema aumenta nas regiões onde é maior a discriminação contra os estrangeiros e a população local não faz o menor esforço para entender os imigrantes. A língua também é uma barreira econômica, na medida em que o inglês é exigido como base para comunicação no trabalho.
A falta de documentos, porém, é ainda mais complicado. O imigrante pode, bastando ser flagrado pela Polícia de Imigração, ser deportado a qualquer momento. A falta de documento também impede o trabalho legal e até a retirada de carteira de motorista em alguns Estados.
Uma outra dificuldade é o acesso ao sistema de crédito. Sem o número do Seguro Social o imigrante não consegue fazer compras a prazo. Isto porque é o número desse documento que faz a pessoa existir para o sistema americano. Outra dificuldade do ilegal é a impossibilidade de entrar e sair do país. A saída é livre, mas a volta é um grande risco.
Quem pensa em morar nos Estados Unidos deve estar ciente desses detalhes. Desconfie das promessas de trabalho se o agente conseguir apenas o visto de turista. Há uma grande diferença entre a validade do visto (que pode chegar a 10 anos) e o direito de permanência naquele país que, para o turista, não passa de poucos dias. A permanência depois de vencido o prazo carimbado no I-94, documento que é entregue pela Imigração na chegada no aeroporto, é ilegal. (E.A.)

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