Silvana Leão
De Londrina
O promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais de Londrina, Paulo Tavares, enviou ontem ofício ao delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Wanderci Corral Fernandes, solicitando o máximo de rigor na apuração de responsabilidades no caso de Ademir Justino da Silva, que foi morto no último sábado vítima de espancamento por detentos da Prisão Provisória de Londrina. Ademir era acusado da morte da garota Greice Carolina da Silva Melo, e confessou o crime na véspera de sua morte.
Para Tavares há duas situações distintas que devem ser apuradas: uma na esfera administrativa, que exige a investigação do próprio linchamento, e outra para descobrir quem permitiu que Silva ficasse junto com os outros detentos. ‘‘É preciso ver se houve comportamento culposo ou doloso’’, disse o promotor, lembrando que o grande interesse da apuração é na esfera criminal.
O conselheiro estadual da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná, João dos Santos Gomes Filho, por sua vez, enviou ofício ao presidente da seccional em Curitiba, Edgard Luís Cavalcante de Albuquerque, solicitando que assuma uma posição pública em relação ao ocorrido. Outra providência tomada pelo advogado foi dar notícia-crime ao promotor Paulo Tavares, pedindo instauração imediata de inquérito criminal. Tavares redistribuiu o pedido, que foi designado à 4ª Vara Criminal.
‘‘É inadmissível o que aconteceu. O que estão fazendo com Londrina não é uma coincidência, mas um crime. Falta vontade política para resolver a questão da segurança na cidade. A OAB está atenta e vai tomar uma posição pública’’, reafirmou o conselheiro.

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