Limpeza retira 45 t de lixo das margens de rio
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sexta-feira, 07 de novembro de 1997
Curitiba 
Cerca de 45 toneladas de lixo reciclável (o equivalente a 70 caçambas de lixo) estão sendo retiradas das margens do Rio Atuba, no limite entre os municípios de Curitiba e Pinhais. Participam da limpeza a equipe do Olho DÁgua (programa de educação ambiental da Prefeitura de Curitiba) e a população ribeirinha. O trabalho começou há três semanas na Rua Rio Madeira (Bairro Alto) e vai até a Avenida Afonso Camargo, alcançando um total de cinco quilômetros. As obras, que devem estar concluídas até o final do ano, têm investimento de R$ 95 mil e vão beneficiar 42 mil pessoas.
A intenção é evitar que esse material prejudique a vazão do rio durante as chuvas de verão e cause enchentes nas áreas mais próximas, explica o diretor da Limpeza Pública, Nelson Xavier. Orientadas pelos técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, as famílias que moram às margens do rio também estão retirando o lixo acumulado nas casas e quintais.
O rio também está sendo dragado pela Secretaria Municipal do Saneamento ao longo de seis quilômetros, para corrigir o assoreamento (diminuição da profundidade do rio e formação de ilhas de sujeira). O vento e as chuvas arrastam os resíduos até o leito e colaboram para assorear o rio. A limpeza antecipada previne o problema, mas o ideal é que a população pare de jogar lixo nas ruas e separe o material para a coleta pela limpeza pública, orienta a gerente.
Participam da operação 31 homens equipados com barcos, bóias, caçambas e ferramentas especiais para catar o lixo das margens. O mais importante nesse trabalho é a conscientização da população sobre os efeitos do lançamento de resíduos de grandes proporções nos rios, enfatiza a coordenadora do programa Olho D Água, a bióloga Cláudia Boscardin.
Segundo Gisele Boscardin, são retiradas diariamente dos rios várias toneladas de embalagens de leite longa vida, garrafas não retornáveis de refrigerantes, fraldas descartáveis, pneus, calhas de bicicleta, cascos de geladeira, peças de móveis de madeira, além de montanhas de sacos plásticos. O material recolhido é levado para o Aterro da Caximba.


