A infecção hospitalar atinge no Brasil por ano mais de 700 mil pacientes, está associada a cerca de 100 mil mortes e custa R$ 500 milhões só em antibióticos. Apenas 20% dos cerca de 6 mil hospitais do País mantêm programas adequados de controle deste tipo de infecção. Os dados são do Ministério da Saúde. Especialistas que falaram no encontro de ontem consideram que um controle mais rigoroso poderia reduzir entre 30% e 60% estes números de infecção.
A queda ou aumento dos índices depende, segundo eles, basicamente de quatro itens: a condição de saúde do doente; uma vigilância adequada; rotinas e procedimentos de acordo com normas internacionais; e a capacitação dos recursos humanos - notadamente em relação à higiene pessoal e limpeza e manutenção dos equipamentos hospitalares.
Em palestra ontem, a coordenadora da comissão de controle da Santa Casa, enfermeira Edilívia Dias de Matos, ressaltou a importância da atenção de todos os funcionários de hospitais para este último item. Segundo ela, a redução ou eliminação dos microorganismos que causam a infecção só será alcançada com a constante vigilância e força de vontade de cada um dos envolvidos no trabalho de recuperação dos doentes. Edilívia explicou, com detalhes, todos os processos de desinfecção química e física possíveis; e a importância da utilização de materiais de qualidade e dentro do prazo de validade.
(Osmani Costa)

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