Depois de sete dias úteis de trabalhos e alguma polêmica, a Companhia Municipal de Trânsito de Urbanização (CMTU) finalizou os trabalhos de remoção de dejetos e excesso de matéria orgânica do Bosque (centro de Londrina), na última quarta-feira. A supresa ficou por conta do volume de material pouco ligado à Natureza do parque como, canudinhos, garrafas, papéis de bala e até mesmo preservativos. Para a autarquia, a mobilização também rendeu uma curiosa descoberta: um coelho branco está entre os habitantes da área verde no coração da cidade.
A mobilização para a retirada do excesso de matéria orgânica rendeu 15 caminhões de folhas secas, dois camihões de árvores secas e quase um caminhão de dejetos estranhos, afirma Ricardo Carrato, assessor técnico da CMTU. Uma das preocupações é adequar o local à grande presença diária de crianças. ''Também estamos atentos ao excesso de pessoas desocupadas no Bosque durante o período noturno'', salienta o assessor. A operação atrasou porque parte do pessoal da varredura ficou encarregada pelo limpeza do excesso de santinhos e panfletos despejados nas ruas no dia da eleição.
Segundo Carrato, as árvores secas foram retiradas pois podiam danificar o resto de vegetação e até mesmo as construções do Bosque. Galhos verdes caíram após fortes ventos na terça e na quarta-feira desta semana. O fato gerou denúncias de que a flora local estaria sendo podada sem a supervisão da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema). A própria CMTU esperou o resultado de uma vistoria feita por técnicos da Sema, realizada na anteontem pela manhã.
Paulo Cezar Dolibaina, biólogo da Sema, disse que a retirada do folhedo provocou alguns problemas na vegetação local, agravados pelo período de seca. As folhas depositadas no solo conservam a umidade no local e garantem a resistência das árvores menores. ''Algumas acabaram murchando as folhas, mas com a próxima chuva, a situação deve se normalizar'', prevê o biólogo. A CMTU encaminhou o material orgânico à Central de Compostagem do município, na região sul de Londrina, para transformação em adubo.
Outra polêmica que promete continuar é com relação aos galos que vivem no Bosque. A presença deles no centro de Londrina é cercada de lendas e histórias. Uma conta que teriam sido colocados ali por um proprietário, ansioso para livrar-se dos bichos. De acordo com Carrato, eles foram colocados lá para controlar a população de escorpiões vermelhos e escuros. ''Uma senhora já nos pediu a retirada dos animais, mas a intenção é mantê-los'', informa.

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