Limpador de piscina é condenado
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domingo, 01 de dezembro de 2002
Marta Medeiros<br> Equipe da Folha 
Maringá - O Tribunal de Júri de Maringá condenou a 12 anos e oito meses de prisão por homicídio qualificado, o ex-instalador de piscinas, Edy Lourenço Montanholi, 19 anos, pela morte do garoto Ricardo de Oliveira Silva, 12. A sentença foi proferida, anteontem, por volta das 23 horas. Edy matou Ricardo com 17 facadas, no dia 26 de março de 2001.
Segundo Edy, o pai de Ricardo, Marcelo Silva, lhe devia R$ 5 mil por causa da venda de um carro e teria se recusado ao pagamento. Na manhã do crime, por volta das 7 horas, Edy - que era amigo da família e trabalhava com o pai de Ricardo - foi até o apartamento da família. Como não encontrou Marcelo, ficou jogando videogame com Ricardo até as 11 horas. O garoto teria dito que precisava se arrumar para ir a escola e por isso dispensou a companhia de Edy.
Edy afirmou que a maneira com que Ricardo lhe dirigiu a palavra o deixou extremamente nervoso e por isso o atacou com uma faca de cozinha afiada que havia trazido dentro do bolso da calça. Depois do homicídio, Edy ateou fogo em um dos quartos do apartamento para simular incêndio e fugiu para uma cidade vizinha de Maringá, sendo preso, um dia depois do crime.
Os pais de Ricardo disseram que aguardaram o julgamento com ansiedade em busca de justiça porque a morte do filho quase destruiu a família. Para os pais de Edy, a atitude do rapaz também abalou a família porque ele não teria índole violenta e nem na escola se envolvia em brigas. A promotoria não se conformou com a sentença e pretende apelar da decisão do Tribunal de Júri.


