Limites, regras e bom senso
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Reportagem Local 
Pais, professores e outros adultos que convivem com crianças e adolescentes estão intrigados com um novo fenômeno que está levando muita gente às ruas com celular na mão. Trata-se do jogo Pokémon Go, que consiste em capturar e colecionar Pokémons que serão usados em batalhas contra diferentes jogadores. Mas afinal, o jogo é uma ameaça às crianças e adolescentes?
A psicóloga Paula Cordeiro, de Londrina, garante que os riscos são baixos desde que haja limite. "O cenário é todo colorido, cheio de grama e de Pokémons, que são bem simpáticos. Nada de ruas escuras ou tiros constantes como são alguns dos jogos que fazem a cabeça das crianças."
Já se ouvem histórias de pessoas atropeladas, acidentadas, ou entrando em lugares inadequados (como por exemplo em hospitais) para caçarem seus bichinhos. Paula, porém, reflete que o jogo tem o lado positivo de tirar as pessoas de casa, contrariando a ideia de que jogos eletrônicos são responsáveis por deixarem as crianças sedentárias. "Outro ponto a ser destacado é que o Pokémon Go tem muito menos violência que outros jogos comuns entre crianças e adolescentes."
Na opinião da profissional, o problema maior não é o jogo, mas uma questão de limites, regras e um pouco de bom senso. Nenhum jogo deve ser jogado por muito tempo. Talvez seja uma boa hora para os pais combinarem quais os horários são apropriados para que os filhos saiam caçando Pokémons.
"Também é preciso que as pessoas entendam que existem alguns locais que não permitem brincadeiras: hospitais, fóruns e mesmo (talvez até principalmente) dentro das salas de aula", ensina a psicóloga do Núcleo Evoluir, lembrando que o jogo oferece a oportunidade de explicar que nem sempre podemos fazer o que queremos. "Mesmo que a criança queira muito aquele Pokémon que apareceu no seu caminho, a hora de ir para a escola tem que ser respeitada. A vida tem muitas dessas coisas, abandonar algo que parece legal, por alguma obrigação que temos que cumprir."
Paula garante que o jogo em si é inofensivo. "O perigo está em deixar uma criança fazer o que quer, na hora que quer", orienta, dando uma preciosa dica aos pais. "O jogo pode ser divertido. Peça às crianças para ensinarem as regras, formem uma dupla e estabeleçam o momento de brincar. O jogo pode proporcionar boas risadas, tudo é uma questão de equilíbrio, regras e limites."


