Maringá - As pesquisas científicas utilizando seres humanos tiveram seu ápice durante a Segunda Guerra Mundial, quando os médicos nazistas usavam prisioneiros em experimentos para tentar delimitar os limites biológicos do ser humano quando submetidos a situações extremas. A situação só começou a ser contornada depois da publicação do Tratado de Nuremberg, o primeiro a se preocupar com os limites morais e éticos na experimentação científica.
Segundo padre Luiz Antônio Bento, a palavra bioética foi utilizada pela primeira vez em um artigo científico publicado pelo oncologista Van Potter, na década de 70, no qual classificou como a ciência da sobrevivência e comparou a ação do homem no planeta como um câncer. ''Bios se refere ao saber biológico e ética, aos valores humanos, portanto a bioética é o estudo sistemático do homem no âmbito da ciência à luz de valores morais'', resume o padre.
Mas os experimentos em outros seres vivos também geram preocupação. Sobre o recente caso de uso de cachorros em pesquisas em um curso de Maringá (e que foi proibido pela Justiça), o padre diz que embora não se possa colocá-los no mesmo patamar dos seres humanos, os animais não devem sofrer em nenhum tipo de pesquisa científica. Segundo ele, todo experimento envolvendo animais também deve ser submetido à Comissão Nacional de Ética (Conep). (V.O.)

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