As liminares concedidas a pedidos de alguns alunos do campus de Foz do Iguaçu da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) causaram polêmica ontem na comunidade acadêmica. Estudantes de Turismo, Administração e Ciências Contábeis, que pediram o retorno das aulas, foram às salas, atendendo convocação feita pela diretoria da instituição.
O retorno foi influenciado ainda pelo fato da reitoria revogar a decisão do Conselho Universitário, tomada em 29 de outubro. O CU havia determinado a suspensão do calendário letivo. A diretora do campus, Idvani Valéria Sena Souza Grasbachi, diz estar ''cumprindo uma ordem judicial e a ordem do reitor (Wilson Iscuissati). Assim, os alunos estão em aula''.
Mas, para o comando de greve, os despachos do juiz Lauro Augusto Fabrício de Melo Filho, da 3 Vara Cível de Cascavel, e da reitoria não têm validade. Francis Mary Guimarães Nogueiro, do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições de Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sindioeste), afirma ser necessário separar os trâmites jurídico, institucional e político.
Para Francis, as aulas só voltam quando os funcionários decidirem, em assembléia, pelo retorno. Em sua opinião, as liminares estão restritas a decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) -que também suspendeu o calendário- e não ao Conselho Universitário. ''As liminares, portanto, ficaram sem efeito'', garante.
A sindicalista avalia que o ato da reitoria de cancelar anteontem à noite uma deliberação do CU fere o estatuto da Unioeste. ''Ele (Wilson Iscuissati) não poderia revogar a resolução. Conforme o estatuto, o reitor teria dez dias para vetar antes de homologar. O revogação ocorreu três semanas depois da suspensão do calendário''.
A polêmica deve ser reavaliada na reunião do Conselho Universitário, em 27 de novembro.

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