Liminar proibe execução de música ao vivo em bar
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quarta-feira, 14 de maio de 2003
Gilmar Agassi<br>Reportagem Local 
O juiz da 8 Vara Cível de Londrina, Rodrigo Afonso Bressan, concedeu liminar, solicitada pelo Ministério Público, que impede o bar Aloha, localizado na Avenida Higienópolis (área central), de continuar veiculando música ao vivo. De acordo com o promotor de Justiça Cláudio Esteves, o estabelecimento não possui alvará permitindo apresentações musicais. Se desrespeitar a decisão, o bar receberá uma multa diária de R$ 5 mil.
Esteves disse que a falta de um tratamento acústico no Aloha está perturbando a vizinhança, que já lhe fez diversas reclamações. Ele ressalta que não é contrário à bares que oferecem música ao vivo para seus clientes, porém, segundo ele, é necessário algumas adequações para evitar problemas à sociedade. ''Vamos continuar a fiscalizar e exigir providências de quem provoca poluição sonora'', alertou.
O gerente de fiscalização de alvará da prefeitura, Nicolsen Barros, diz que o Aloha já havia sido notificado e multado, exatamente por não estar autorizado a ter música ao vivo. Ele não soube informar o valor da multa.
O proprietário do Aloha, José Servantes de Jesus Júnior, ficou surpreso ao ser informado pela reportagem da existência da liminar. Ele pretende recorrer da decisão, pois garante que desde a última sexta-feira recebeu autorização da prefeitura para ter música ao vivo no bar. Um outro bar, vizinho do Aloha, também está impedido de executar música ao vivo. Mesmo assim as apresentações continuam.


