A Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml) obteve na última quinta-feira uma liminar eximindo os cerca de 11 mil usuários do plano de saúde da obrigatoriedade de pagar pelos serviços de anestesia no momento da cirurgia. Segundo o procurador jurídico da Caapsml, Ronaldo Gusmão, a prática vinha sendo adotada há aproximadamente dois meses, e teria sido motivada pelo descontentamento dos médicos com os valores repassados pelos hospitais.
A liminar, concedida pelo juiz substituto da 10 Vara Cível, Mário Nini Azzolini, cita o Hospital Evangélico e o Hospital da Mulher e prevê que o segurado seja atendido, independente do pagamento de taxas adicionais. Segundo Gusmão, a Caapsml tem um contrato com os hospitais, que inclui os custos com anestesista. ''Pagamos pelo preço global do procedimento cirúrgico'', explica o advogado.
A diretora administrativa do Hospital Evangélico, Marisa Ferracin, contestou as informações. Segundo ela, a Caapsml paga direto para os anestesistas desde 1982. ''O hospital não faz repasse de honorários médicos. Quando a fatura do procedimento chega na Caapsml é que o serviço é desmembrado em serviço médico e serviço hospitalar.'' Segundo a diretora, os médicos prestam serviço terceirizado aos hospitais.
O Hospital da Mulher informou que não foi notificado sobre a liminar e não poderia se manifestar sobre o assunto. De acordo com informações obtidas junto à Caapsml, os valores cobrados variavam de R$ 100 a R$ 892, de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), reivindicada pelos médicos.
Segundo o diretor da Comissão de Defesa Profissional da Associação Médica de Londrina (AML), Weber de Arruda Leite, a entidade ainda não foi notificada da liminar.

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