Os proprietários das vans da Apadesc - Associação Paranaense de Auto Desenvolvimento Educacional, Social e Cultural de Londrina -, devem retomar o transporte de associados em Londrina a qualquer momento. Eles estão esperando apenas uma liminar do Tribunal de Justiça (TJ) que garante o serviço sem interferência da CMTU - Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização.
As vans desapareceram das ruas da cidade desde a manhã do último sábado, quando a CMTU apreendeu duas vans sob a alegação de que estavam fazendo transporte irregular de passageiros.
O advogado da Apadesc, Alvaro Bressan, está otimista com relação à decisão da Justiça. ''A lei tem que valer para todo mundo e nós estamos dentro da lei, que aliás, é uma lei federal, portanto, maior do que qualquer lei municipal'', observa.
Para Bressan, se as vans da Apadesc não puderem realizar o serviço, a CMTU vai ter que apreender também outros veículos que transportam associados: ''Tem a van da OAB, o ônibus da UEL (Universidade Estadual de Londrina), as ambulâncias de convênios de saúde, enfim, tem uma infinidade de situações iguais a nossa que estão trabalhando normalmente'', reclama o advogado.
''Assim que sair a liminar a gente volta para as ruas'', garantiu ontem Alvaro Bressan. A Apadesc deve iniciar o serviço com 47 vans mas pretende ir aumentando este número gradativamente até 90 veículos.
Segundo o advogado da associação, até segunda-feira já haviam sido cadastrados 2.300 asociados. O objetivo dos proprietários das vans é atingir um total de 70 mil associados na grande Londrina (que engloba os municípios de Cambé e Ibiporã).

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