Ana Carolina Sacoman
Especial para a Folha
De Maringá
Depois de seis meses de proibição, foi liberado anteontem, através de liminar na Justiça, o funcionamento do serviço de mototáxi em Sarandi (7 quilômetros a leste de Maringá). Ontem pela manhã, uma empresa da cidade já funcionava normalmente, com 22 motoqueiros fazendo as viagens. Com a medida, pelo menos três companhias voltarão a operar, fazendo uma média de 250 corridas diárias cada uma. A Prefeitura já recorreu da decisão.
Ontem à tarde, o secretário de Administração de Sarandi, Alcides Ferreira, disse à Folha que a Prefeitura não vai expedir alvará de funcionamento às empresas de mototáxi porque o município não pode legislar sobre trânsito. ‘‘No início, havia uma lei municipal que autorizava o serviço. Essa lei foi revogada porque é a União que deve legislar sobre trânsito. Além disso, as motos não são veículos de aluguel de passageiros e o Detran não emplaca’’. Ele afirma que, mesmo com a liminar, as empresas vão continuar clandestinas.
O proprietário de uma agência de mototáxi na cidade, Juvenal de Souza, espera que o serviço seja legalizado. ‘‘Antes da proibição, eu tinha alvará de funcionamento da Prefeitura e, com o fim da lei municipal, tive que ficar clandestino’’. A clandestinidade durou cinco meses. Depois deste período, ele fechou as portas e deixou 35 motoqueiros desempregados. ‘‘Tentei continuar trabalhando com as portas fechadas, mas a polícia veio aqui, apreendeu meus telefones e até levou dois funcionários para a delegacia. Daí não dava mais’’, disse. ‘‘Se a liberação definitiva sair, vamos contratar na medida em que aumentar a procura e a frequência das corridas’’.
De acordo com Souza, 70% dos passageiros vão para Maringá. ‘‘São pessoas que moram aqui mas que trabalham em Maringᒒ. O usuário aprova a liberação. ‘‘Para quem tem uma firma, o mototáxi é muito bom porque você não precisa contratar um motoboy somente para pequenos serviços’’, acredita o vendedor Géderson Santiago de Oliveira. Ele afirma que a maioria das cobranças são feitas em Maringá e que a agilidade e praticidade na locomoção, compensam.

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