A direção do Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias (ensacadores) de Londrina impediu na Justiça que a chapa de oposição realizasse uma assembléia ontem à noite, quando seria votada a destituição dos atuais dirigentes sindicais. A liminar foi concedida pelo juiz substituto da 1ª Vara Cível, Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura, que também determinou à Polícia Militar um reforço na segurança no prédio da entidade sindical para evitar depredações.
De acordo com o advogado do grupo de oposição, César Bessa, a atual direção do sindicato cometeu fraudes nas eleições realizadas no mês de abril. Bessa também acusa o presidente do sindicato, José Pessoa, funcionários e o advogado da entidade sindical, Raimundo Firmino dos Santos, de falsificarem documentos para a obtenção de aposentadorias fraudulentas.
Segundo ele, há 37 processos de falsificação de documentos envolvendo pessoas do sindicato. ‘‘Provavelmente vamos iniciar uma batalha judicial. Eles (situação) afirmam que foram reeleitos, mas desconhecemos qualquer resultado da última eleição. Não tivemos mesários na contagem dos votos mas eles anunciaram um resultado, o que gerou tumulto’’, afirmou César Bessa.
Mas a advogada da sindicato, Fátima Aparecida Lucchesi, rebateu as acusações e disse que os membros da situação é que mantiveram cinco pessoas, entre mesários e funcionários, em cárcere privado. ‘‘Estou pedindo na Justiça abertura de inquérito por constrangimento e cárcere privado’’, informou. O advogado Raimundo Firmino não quis comentar as acusações de César Bessa. O presidente da entidade, José Pessoa, estaria no estado de Goiás.
Para a advogada Fátima Lucchesi, as denúncias de falsificação de documentos não justificam a violência ocorrida no mês passado, durante a eleição para a escolha do novo presidente da entidade. O Sindicato dos Ensacadores abrange cerca de mil trabalhadores, sendo 380 com direito a voto.

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