Liminar impede homologação de reitor eleito
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sexta-feira, 06 de setembro de 2002
Marta Medeiros<br> Equipe da Folha 
Maringá - A juíza da 4 Vara Cível de Maringá, Liéje Aparecida de Souza Gouvêia Bonetti, concedeu ontem liminar suspendendo a reunião do Conselho Universitário (COU) que iria homologar o nome do atual pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Gilberto Cezar Pavanelli, como reitor eleito da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O pedido foi feito por meio de um mandado de segurança impetrado pela chapa UEM: Novos Caminhos, derrotada na eleição realizada na semana passada. A chapa também é autora de um pedido de investigação no Ministério Público para apurar irrregularidades com o transporte de alunos aos locais de votação.
Os integrantes da chapa UEM: Novos Caminhos argumentaram no mandado de segurança que o COU não poderia homologar o nome do reitor sem antes publicar em edital a resolução da última quarta-feira, que indeferiu alguns dos pedidos de impugnação de urnas por suspeita de crime eleitoral. Segundo o candidato derrotado, José Tarcísio Pires Trindade, o próprio regimento interno da universidade prevê a publicação para abrir prazo de recurso nas decisões do COU. ''A UEM não pode passar por cima do regimento interno e apressar a homologação de Pavanelli'', afirmou Trindade.
Segundo o procurador jurídico da UEM, Wadson Gualda, a publicação do edital não foi feita porque a reunião de quarta-feira seria concluída hoje com a homologação de Pavanelli. ''É praxe da universidade só publicar as deliberações do COU depois de encerrada as reuniões'', afirmou Gualda. O procurador disse, no entanto, que o regimento interno não prevê a ''espera'' da publicação. Gualda afirmou que vai pedir uma reconsideração da liminar e caso não seja acolhida, a universidade vai entrar com um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça para impedir o efeito suspensivo do mandado de segurança.


