Uma liminar concedida na tarde de anteontem pelo juiz da 7 Vara Cível do Fórum de Londrina, José Cichoki Neto, garantiu que o fornecimento de energia elétrica ao Hospital Santa Casa de Cambé (13 km a oeste de Londrina) não fosse interrompido ontem, como previa a Companhia Paranaense de Energia (Copel).
A Copel havia encaminhado à Santa Casa um comunicado apontando o dia 15 como data final para o pagamento de duas faturas em atraso, no valor de R$ 5,2 mil. No comunicado, a empresa avisava que se o débito não fosse quitado, o fornecimento seria suspenso às 9 horas de ontem. ''Isso deixou a Santa Casa em uma situação difícil já que o hospital não está recebendo subvenção da Prefeitura de Cambé. Não houve opção senão entrar com o mandado de segurança'', justificou o advogado do hospital, Josinaldo da Silva Veiga.
Segundo a relações públicas da Santa Casa, Giuliana Brogiato, o hospital recebe R$ 55 mil mensais do Município, para prestação de serviço de Pronto Socorro. No entanto, segundo ela, esse repasse estaria atrasado desde agosto. ''O repasse referente a julho deveria ser pago até o dia 25 de agosto. Mas até agora só foi repassado R$ 20 mil no dia 15'', relatou.
A secretária municipal de Sa© úde, Djamedes Garrido, disse que retornou ontem de viagem e que não tinha conhecimento dos atrasos nos repasses à Santa Casa. ''Até onde eu sei está normal'', resumiu.
De acordo com o prefeito José do Carmo Garcia (PTB), a queda na subvenção ao hospital ocorreu devido a redução do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo ele, os repasses à Santa Casa são uma transferência voluntária e dependem da disponibilidade de caixa da prefeitura. ''Eu tenho feito repasses para a Santa Casa de acordo com a subvenção. Mas o município teve queda acentuada no FPM e, por isso, tivemos que ir compondo com todos os setores'', explicou. De acordo com o prefeito, até o final do ano a situação deve voltar ao normal.
O superintendente regional da Copel, Roberly Luppi, afirmou ontem que, apesar da notificação, o fornecimento de energia do hospital não seria suspenso. Luppi ainda disse que deverá analisar a situação para decidir se vai recorrer da decisão da Justiça.

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