Liminar garantia o funcionamento
Liminar garantia o funcionamento
Antes da regulamentação da atividade pela Secretaria Estadual de Saúde, as drugstores permaneceram abertas no Paraná durante dois anos por meio de liminares da Justiça. Essas liminares eram obtidas por advogados do empresário Aparecido Camargo, dono da rede de farmácias Drogamed, a maior do Estado, que possui 75 lojas, a maioria concentradas na Região Metropolitana de Curitiba. Do total de unidades, 55 já funcionam como drugstore.
Em novembro passado, a Assembléia Legislativa derrubou o projeto de lei 262/99, do então deputado Aníbal Khury (PFL), que legalizava as drugstores no Estado sem qualquer separação entre os setores. A única proibição era em relação à venda de produtos veterinários. O deputado Orlando Pessuti (PMDB) disse esta semana que está estudando apresentar um novo projeto na Casa, menos liberal.
Aparecido Camargo rechaçou as afirmações do diretor da Vigilância Sanitária Nacional, de que o funcionamento de drugstores favorece a automedicação. É uma acusação absurda. Na verdade, acontece o contrário: o consumidor entra para comprar o remédio e acaba levando um produto de conveniência.
Segundo Camargo, as drugstores são uma exigência da população. Os clientes gostam de comprar tudo no mesmo lugar. Recentemente, Camargo, que era presidente da Abrafarma (associação nacional das grandes redes de farmácias), provocou indignação ao admitir, em depoimento à CPI dos Medicamentos, a existência de produtos BO (bons para otário, na gíria do setor).(V.D.)





