Curitiba - A Escola Municipal Antonio Prado, em Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba) funcionou normalmente ontem, data em que estava previsto o seu fechamento pela Prefeitura Municipal. Uma liminar concedida®MDBO¯®MDNM¯ pela juíza Inês Marchalek Zarpelon garantiu a continuidade das aulas na escola.
A juíza aceitou o argumento da advogada do movimento ''Escola Não se Fecha'', Myrian Oliveira Rosa, contra a justificativa apresentada pela prefeitura à comunidade escolar de que serão fechadas até 2010 as escolas rurais e multisseriadas ®MDBO¯®MDNM¯ do município, conforme decreto do Conselho Nacional de Educação. ''A escola é urbana, os pais dos alunos pagam IPTU e trabalham em Curitiba, caso contrário teriam que pagar ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural). E a escola também não é multisseriada'', explica a advogada.
Oito das 16 escolas rurais de Almirante Tamandaré já foram fechadas. Segundo Myrian, o movimento dos pais contra o fechamento da escola, que tem 146 anos, foi espontâneo.
O procurador-geral do município, Martinho Carlos de Souza, informou que vai apresentar ainda esta semana a defesa à juíza e também recorrer ao Tribunal de Justiça (TJ) de Curitiba. Souza afirma que a medida visa melhorar o aproveitamento das escolas como a Vila Prado, que de acordo com ele está subutilizada. A proposta é que o espaço da escola seja utilizado pelas 150 crianças e adolescentes que participam do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).
Mesmo com a liminar, integrantes do movimento permaneceram ontem em frente à escola como forma de protesto. Uma assembléia marcada para amanhã, às 19 horas, vai reunir na escola a comunidade para discutir as próximas ações contra o fechamento da instituição.

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