A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) está preparando um novo contrato com a Vega Ambiental para evitar que Londrina fique sem coleta de lixo a partir do próximo dia 7, quando vence o contrato de emergência assinado em julho. O processo de licitação para o contrato definitivo está emperrado pela greve dos funcionários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e por uma liminar obtida na semana passada por uma das concorrentes - Júlio Simões Transportes e Serviços, de Mogi das Cruzes (Grande São Paulo), que impedirá a abertura dos envelopes com a documentação necessária para se habilitar às outras etapas da licitação, prevista para o próximo dia 20.
O INSS concede a Certidão Nacional de Dívidas, um dos documentos obrigatórios no processo licitatório. A liminar foi concedida na semana passada pelo juiz José Cichocki Neto, da 7ª Vara Cível. A alegação da empresa paulista para emperrar o processo é a contestação do item que exige dois anos de experiência para os concorrentes. O departamento jurídico da companhia já está preparando o pedido de cassação da liminar.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse à Folha que o novo contrato deve ter duração de 90 dias, mas que provavelmente os valores sejam maiores do que o do contrato vigente (cerca de R$ 1,5 milhão) em virtude do aumento da demanda nos últimos meses do ano. O gerente local da Vega Ambiental, Haroldo Olivatti, afirmou que a empresa ainda não foi procurada pela administração municipal para discutir um novo contrato, mas que há interesse em continuar a prestar o serviço em Londrina.
O presidente da Câmara Municipal, Tercílio Turini (PSDB) demonstrou insatisfação com o fato da prefeitura não ouvir os vereadores sobre a questão ''Não concordo com este processo e com a realização de um novo contrato pela CMTU'', disse. Turini, como a maioria dos vereadores, não aceitou a postura do Município de manter o serviço terceirizado. Turini também lembrou que a procuradoria jurídica da Câmara se posicionou a favor da prorrogação do antigo contrato e foi contrária a formulação do contrato de emergência.
Sella comprometeu-se a reunir com a comissão de vereadores que analisa a questão do lixo para explicar a situação do atual contrato e sobre a preparação do que vai substituí-lo.

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