Limiar vai poder retomar a intermediação de adoções
Michele Muller
De Curitiba
A Limiar uma das entidades com as quais a Comissão Estadual de Adoção do Paraná (Ceja) mantém convênio vai voltar a atuar no Paraná, depois de ter suas atividades suspensas por cinco meses. A instituição filantrópica, com sede no Texas, Estados Unidos, foi acusada de veicular na Internet as fotografias dos menores paranaenses passíveis de adoção. Também havia suspeitas de que cobrava US$ 5,5 mil das famílias americanas dispostas a adotar crianças brasileiras.
Os membros da Ceja decidiram em reunião realizada ontem pela manhã, que a Limiar vai levar uma advertência por ter ferido o Estatudo da Criança e do Adolescente, que proíbe a veiculação da identidade e fotografia de menores carentes.
Se existe algum ilícito, é de ordem cível, pois o estatuto não prevê nenhuma sanção neste caso, explica o delegado do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) em Curitiba, Harry Herbert. A maneira que será dada a advertência ainda não foi decidida pelo desembargador Osiris Fontoura, presidente da Ceja e corregedor geral da Justiça.
A comissão é integrada pelos juízes Fernando Antonio Prazeres, Tufi Maron e Fabian Schweitzer; pelos representantes do Ministério Público Alfredo Nelson Bark e Luiz Francisco Fontoura; pelos desembargadores Moacyr Guimarães e Ulysses Silveira Lopes; o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Waldir Grisar Filho; assistente social Jane Aparecida Prestes; a psicóloga Maria de Lourdes Ortigara; o médico Lourival; procuradora da Justiça Joselita Becker; e a secretária Marília Xavier Ribas.
Também foi decidido, na reunião, que a Limiar somente poderá atuar nos países que estão de acordo com as regras estabelecidas na Convenção de Haia que determinou, em 93, na Holanda, as regras de adoção internacional. Isso significa que a entidade não vai mais poder intermediar a adoção de crianças paranaenses por famílias americanas, já que os Estados Unidos não assinaram o acordo.
Assim, a comissão paranaense vai passar apresentar os mesmos critérios do Ceja de Santa Catarina, que suspende as habilitações e os pedidos de habilitações provenientes de países que ratificaram a convenção.





