Os moradores de Campo Largo poderão utilizar o ligeirinho para ir a Curitiba, a partir do próximo sábado. Diariamente, 17 mil pessoas do município vão a Curitiba - 80% para trabalhar. A previsão é de que a nova linha transporte 10 mil passageiros por dia. O sistema completa a integração das duas cidades, que começou no ano passado.
O ligeirinho diminuirá o tempo de viagem em 15 minutos e custará R$ 0,75 - R$ 0,10 centavos a menos que as outras linhas que fazem o trajeto. A nova linha sairá de Campo Largo, terá integração no terminal do Campina do Siqueira e, ponto final, na rua Vicente Machado, em Curitiba.
No início serão três tubos em Campo Largo (rodoviária, terminal da cidade e fábrica da Chrysler) e um em Curitiba, na Vicente Machado. O prefeito de Campo Largo, Newton Puppi, diz que haverá seis tubos no município até março de 1999.
A linha terá 12 ônibus, com intervalos de dez minutos nos horários de pico e 20, no restante do tempo. As estudantes Franciele Ferreira e Maíra Pedron - as duas com 15 anos - vão a Curitiba de segunda a sábado para estudar. Com o ligeirinho, acham que a viagem vai ser mais fácil. ‘‘O tempo vai ser menor’’, diz Franciele.
O eletricista Aparecido Araújo de Souza, 35 anos, acredita que a nova linha será melhor principalmente para os moradores de Campo Largo que trabalham em Curitiba. ‘‘Eu não dependo de ônibus para trabalhar, mas o sistema também vai me ajudar na hora de fazer compras ou passear em Curitiba.’’
A implantação do ligeirinho custou R$ 2,2 milhões. O investimento foi da Coordenação da Região Metropolitana (Comec) e das prefeituras de Campo Largo e de Curitiba.
Integração - A integração do transporte de Curitiba e Região Metropolitana existe hoje em 11 municípios. O projeto começou em 1995, com Araucária, Pinhais, Almirante Tamandaré e Colombo. Hoje, já existe - total ou parcialmente - em São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Campo Largo, Campo Magro, Contenda, Piraquara e Rio Branco do Sul.
Num raio de 20 quilômetros, há integração física e tarifária. ‘‘O passageiro só paga uma tarifa para fazer os deslocamentos’’, diz o presidente da Urbs, Fric Kerin.
O presidente afirma que o único critério para a integração é a facilidade de implantação. ‘‘Em Almirante Tamandaré e Colombo, por exemplo, já existiam terminais metropolitanos’’, diz. Quatro Barras, Campina Grande e Colombo - Estrada Nova ainda não estão no sistema integrado por falta de estrutura.

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