Ligação para a vida toda
Lethícia e Isabelly têm apenas um aninho de idade, mas são muito mais compreensivas que a irmãzinha Giovanna, de quatro anos. Para a mãe Lilian Elena Boni Cardoso, as gêmeas são mais carinhosas e mais calmas, mesmo sabendo que têm que dividir a atenção da mãe entre si e com a primogênita.
''Apesar disso, as gêmeas são bem exigentes, chamam a atenção por bem ou por mal, mas percebo que existe uma ligação especial entre elas, acho que é algo próprio delas'', contou Lilian. Segundo ela, as filhas parecem se gostar mais do que gostam dos pais. ''É uma ligação para a vida toda.''
Na casa da família Nascimento, os cuidados com os trigêmeos Rafael, Gabriel e Giovana, de um ano, mobilizam avó, pai, mãe e a irmã mais velha, Larissa, de dez anos. Conforme a mãe Roseli, os bebês precisam muito de atenção e estão sempre juntos. ''Parece que um percebe quando o outro acorda.''
Roseli notou diferenças de comportamento entre os trigêmeos e a primogênita, quando a menina tinha a idade dos irmãos. Para ela, os nenês são ''mais espertos''. ''Não sei explicar, mas não é difícil de cuidar deles'', disse a mãe, comentando que eles brincam sempre juntos e são ''bem bonzinhos''. ''A mais velha é que tem dado trabalho. Apesar de ajudar a cuidar dos bebês ela tem ciúme e não entende que eles precisam de mais atenção.''
As trigêmeas Beatriz, Laura e Mariana, de oito anos, refletem individualidade. Segundo a mãe Myrna Gardin Machado, elas brincam sempre juntas, mas cada uma tem seu brinquedo preferido e sua melhor amiga. ''Quando elas eram bebês era um tumulto, mas a partir dos oito meses eu percebi que elas se tornaram mais compreensivas'', lembrou Myrna, assinalando que elas desenvolveram soluções criativas para o fato de todas sempre desejarem ser a número um. ''Elas se organizam para tomar banho, fazem fila para beber água, nunca tiveram uma crise de ciúme'', comemora a mãe, que acha ''uma diversão ser mãe de trigêmeas''.
''Se eu quisesse que a vida fosse igual, não teria filhos. Nunca encarei ser mãe de trigêmeos como um excesso de trabalho. Meus dias sempre foram diferentes um do outro'', confessou Myrna, descrevendo as filhas como ''crianças doces e alegres''. ''Achava o máximo quando elas choravam'', brincou. (M.G.)





