Ligação é usada por cerca de dois mil carros por dia
Edson MazzettoSaudosimoAcima, a travessia por balsa: movimento de cerca de 500 carros/dia reduzido em 90%; abaixo, acesso à ponte, no lado sul-matogrossense: barroA média de tráfego tem sido de 2 mil carros por dia na Ponte Ayrton Senna. Todos os veículos pagam pedágio, segundo informações da Seção Econômica-Financeira da Divisão de Concessões e Pedajamento do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Na estatística não são contados os carros com placas de Guaíra e de Mundo Novo.
As motocicletas pagam pedágio de R$ 1,00, automóveis e outros veículos leves R$ 3,00, caminhões e ônibus até três eixos (médios) R$ 7,00 e carretas (pesados) R$ 10,00. Foram instalados dois postos de cobrança, no lado paranaense do rio, e sua operação é responsabilidade de funcionários do Banestado, com retenção de R$ 0,70 para cada carro, independente de seu porte. Segundo a engenheira Vivian Amadori, do DER, em fevereiro foram 61,1 mil carros, dos quais 37.684 leves e 11.703 pesados. Em março, o total foi de 60.242, sendo 28.105 leves e 20.446 pesados.
O acréscimo substancial de carretas, a partir de março, e que se manteve nas primeiras semanas de abril, é explicado pelo fato de ter sido atingido o pico do transporte da safra agrícola do Mato Grosso do Sul para exportações através do porto de Paranaguá ou centros industriais paranaenses. Caminhões que escoam a safra do Paraguai não têm utilizado a ponte. Eles atravessam o Lago de Itaipu em balsas, logo abaixo, porque para isso teriam primeiro que entrar em território sul-matogrossense, passando pela alfândega daquele Estado, recolhendo ICMs em condições mais desfavoráveis que no Paraná.
A engenheira do DER Vivian Amadori relata que devem ser instalados contadores (com censores) de tráfego na ponte para que todos os carros sejam contados, incluindo-se então os que não pagam. Funcionários do pedágio, porém, estimam que os isentos correspondem a um terço do total. Não há informações concretas sobre automóveis vindos do Paraguai, mas no serviço de balsas entre Salto del Guairá e Guaira há claros de indicativos de que a opção rodoviária é absolutamente preferencial: segundo balseiros, antes eram cerca de 500 carros ao dia e hoje apenas pouco mais de 10% deste fluxo.
A passagem pelas balsas custa R$ 5,00 (mais caro que o pedágio) e, além disso, a demora é de 15 minutos para uma travessia de 4 mil metros de lago, contra 5 minutos nos 3.598 metros da ponte. Por estes fatores, os motoristas desprezam o que poderia ser um passeio agradável pelas águas do Lago de Itaipu, acrescido do simbolismo e nostalgia de passar praticamente em cima das formações rochosas das Sete Quedas, que estão poucos metros abaixo da lâmina dágua





