Liga acusa médicos por falta de decoro
Liga acusa médicos
por falta de decoro
Julio Cesar Lima
De Curitiba
Os 22 médicos que foram expulsos do quadro da Liga Paranaense de Combate ao Câncer, por falta de decoro, começam a ser ouvidos na próxima segunda-feira pelo conselho diretor da entidade. A advogada Eunice Fumagalli representará o grupo, que teve a oportunidade de defesa garantida, devido a um acordo feito anteontem, durante a eleição dos novos conselheiros, que acabou sendo suspensa.
Houve falta de decoro por parte desse grupo. Além disso, as acusações feitas a direção da Liga deverão ser comprovadas, pois tomaremos as medidas cabíveis, afirmou o superintendente da Liga, Luiz Pedro Pizzatto, que acredita ter contrariado alguns interesses ao administrar a entidade conforme o estatuto. Pizzatto não detalhou quais são esses interesses.
Ele não concorda com o manifesto divulgado pelos médicos, que questiona a aplicação dos recursos arrecadados pela instituição.Nós temos uma auditoria independente e outra do próprio conselho, que fiscaliza todas as verbas. Acusações como essa não fazem sentido e apenas servem para denegrir o nome da entidade, abalando sua credibilidade construída por décadas de trabalho filantrópico, disse.
Na opinião do médico Sérgio Hatsbach, um dos signatários do manifesto, não houve nenhuma intenção de difamar a Liga ou o trabalho realizado pela entidade. Não fizemos nenhum ataque à Liga. A nossa intenção foi ter um médico junto ao conselho e para isso formamos uma chapa que acabou descartada. Além dele, os médicos Benedito Valdecir de Oliveira e Marcos Flávio Montenegro compunham a chapa impugnada.
Segundo Pizzatto, existe a preocupação de manter a credibilidade da LPCC junto à população: infelizmente nosso trabalho é questionado dessa forma. Temos reuniões constantemente e respondemos a todas as dúvidas dos sócios. Se havia algum problema, que ele fosse debatido.
O Hospital Erasto Gaertner atende diariamente 1,4 mil pacientes. Conforme a diretoria, o SUS é responsável por 80% do atendimento, e casos como o IPE (Instituto de Previdência do Estado), que deve R$ 1 milhão, apenas agravam a situação.





