O presidente da Câmara de Londrina, Renato Araújo (PPB), proibiu na sessão de ontem que o coordenador da comissão de saúde do Centro de Direitos Humanos (CDH), o biomédico Maurício Barros, se pronunciasse em plenário sobre o problema que atinge o programa de assistência judiciária para comunidades carentes.
Barros foi à Câmara acompanhado por 38 representantes de conselhores locais e regionais de saúde de toda a cidade. O pedido para que ele pudesse ler em plenário o documento aprovado pelas entidades foi feito pela vereadora Elza Correia (sem partido). Araújo negou alegando que não havia em tramitação nenhum projeto que trata da matéria.
‘‘O assunto não estava em discussão e o plenário já sabe a minha posição sobre o tema. Este senhor (Maurício Barros), que está se aproveitando do assunto para fazer politicagem, já chegou aqui de maneira arrogante’’, afirmou o presidente da Câmara. ‘‘Ele viria com agressões contra mim e eu teria que revidá-las’’.
Renato Araújo determinou que o documento do movimento popular fosse protocolado junto ao gabinete da Presidência, o que foi feito. ‘‘Estranhamos muito esta atitute do presidente da Câmara. Ficamos muito chateados, porque estamos tratando do assunto, que é muito importante para toda a comunidade, de maneira ordeira, pacífica e democrática’’, reclamou Maurício Barros.
Depois do desentendimento na Câmara, os representantes dos conselhos populares entregaram o documento solicitando apoio ao promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais, Paulo Tavares, no Fórum, e também no gabinete do prefeito Antonio Belinati (sem partido), com quem terão audiência amanhã. As entidades pedem que a presidência da Câmara volte atrás na intenção de suspender o convênio que garante o atendimento das promotorias de justiça nos bairros.
Araújo alega que o convênio será suspenso, a partir de abril, porque a Câmara não dispõe de verbas - cerca de R$ 1.700,00 mensais - específicas para este fim. O dinheiro é usado no pagamento de estagiários.

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