Sete internos maiores de 18 anos do Centro de Socioeducação de Londrina (Cense II) que teriam comandado a rebelião que destruiu a unidade no início do mês serão indiciados hoje pela Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar as responsabilidades dos envolvidos. O grupo, que fez seis colegas e mais dois educadores reféns por quase oito horas, irá responder pelos crimes de cárcere privado, tortura, danos qualificados e motim.
O delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Lanevilton Moreira, pretende ouvir hoje os sete líderes da rebelião, que começou na noite do dia 4 e seguiu até a madrugada do dia 5 de maio. Todos eles estão presos na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL).
Moreira destacou que a investigação chegou aos sete adultos depois de ouvir 21 pessoas, entre vítimas e testemunhas, e a realização de exames periciais. Durante a rebelião no educandário, enquanto os policiais negociavam com os internos, um grupo de servidores do Cense II monitorava e observava a conduta de cada um dos envolvidos. Assim, segundo Moreira, foi possível identificar que os adultos exerceram domínio sobre a situação e sobre os demais internos que engrossaram a revolta.
A rebelião deixou um prejuízo de mais de R$ 140 mil em danos. Foram destruídos e queimados os alojamentos, consultório odontológico, enfermaria e biblioteca. Os adolescentes depredaram até o telhado. A promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, avisou que os 30 adolescentes envolvidos na rebelião irão ajudar na reforma.

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