Líderes querem discutir violência com Lerner
Mauricio Della Barba
De Londrina
Entidades organizadas e veículos de comunicação de Londrina vão agendar uma reunião com o governador Jaime Lerner (PFL) para apresentar os problemas e pedir soluções para o controle da violência na cidade. O encontro com o governador é uma das novas propostas definidas ontem durante reunião entre os organizadores da campanha Londrina exige o fim da violência.
A reunião com Lerner ainda não foi marcada, mas a vice-governadora Emília Belinati, em uma conversa telefônica ontem, durante a reunião, com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Valter Orsi, se prontificou a encaminhar o pedido pessoalmente ao governador. A nossa vice-governadora já se mostrou disposta em aderir à campanha. Vamos aguardar sua volta a Curitiba para que agende um encontro com o governador, disse Orsi. Em virtude do feriado de Finados, Emília Belinati só deve se reunir com o governador na próxima quarta-feira.
A intenção é trazer Lerner a Londrina para mostrar o quanto a sociedade está preocupada com a situação. Queremos obter respostas efetivas e corretas das autoridades sobre o caótico problema de violência pública de Londrina, disse o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Newton Moratto.
Outra atividade proposta pelos organizadores, na reunião de ontem, é a realização de um pedágio nos semáforos da cidade durante todo o dia de amanhã, onde serão distribuídos gratuitamente cerca de 10 mil adesivos da campanha. Inicialmente, a distribuição será no cruzamento das avenidas Juscelino Kubitscheck e Higienópolis (área central). O pedágio é outra forma de buscar uma conscientização maior da sociedade sobre o problema.
A reunião dos organizadores também serviu para avaliar os resultados obtidos até agora. A campanha tem se mostrado positiva. A conscientização está crescendo e a indignação aumentando, avaliou Moratto. Segundo ele, a movimentação popular é a principal forma de pressionar o governo para que apresente soluções para diminuir a violência na cidade. Queremos um aumento no efetivo policial, o seu melhor aparelhamento e a construção mais rápida possível da cadeia pública. Isso já ajudaria muito a diminuir a violência, disse.
Um abaixo-assinado com mais de 18 mil assinaturas é outra prova de que a campanha já conseguiu envolver toda a comunidade de Londrina.A pesquisa, as assinaturas, as inúmeras cartas de apoio e vários pedidos de cartazes e adesivos são fatores que comprovam o quanto Londrina estava angustiada com o problema, avaliou Moratto.Coordenadores da campanha Londrina exige o fim da violência vão marcar encontro com o governador do Estado
Mário Cesar2ª FASEOrganizadores da campanha definem novas estratégias de ação, entre elas pedágio nos semáforos da cidade





