A Procuradoria Geral do Município de Curitiba entra hoje com uma notícia crime contra lideranças da Vila Audi/União que, conforme denúncias encaminhadas à prefeitura, estariam promovendo a venda ilegal de lotes na área. A denúncia será encaminhada às delegacias e às promotorias do Meio Ambiente e de Defesa do Consumidor.
De acordo com o procurador-geral do município, Luiz Carlos Caldas, a ação tem como objetivo estancar o processo de ocupação da vila, localizada em uma Área de Proteção Ambiental (APA) do Iguaçu, e evitar que famílias sejam lesadas. Segundo Luiz Caldas, a invasão da Vila Audi/União está sendo induzida. Além de configurar crime contra o meio ambiente (as casas estão em área de preservação e imprópria para moradias), há o comércio ilegal de lotes. O local mais visado é uma área batizada de Ilha do Mel, onde havia, até o início deste ano, um bosque de vegetação nativa.
Nesta área, de acordo com relato de famílias repassados à prefeitura, haveria pessoas cobrando para ‘‘garantir’’ a permanência das casas e a posterior regularização dos ocupantes. No entanto, a Cohab, informou que não autorizou nimguém a fazer qualquer tipo de cobrança nem a falar com os moradores em seu nome.
Na última sexta-feira a prefeitura flagrou uma operação de corte de árvores em uma área de vegatação natural no interior da ocupação. A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente instaurou inquérito para apurar o delito e intimou 10 pessoas para prestar depoimentos esta semana.
Foram mantidas equipes de fiscalização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente para impedir o ingresso na vila de caminhões com entulho de construção –material é utilizado para fazer aterros em lotes e abrir ruas.

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