Milton DóriaVisita importanteAs três líderes da Pastoral com Maria Castorina: ‘Elas são muito boas. Ensinam muitas coisas’No Brasil, em cada mil crianças que nascem vivas, mais de 40 morrem antes de completar um ano de idade. Onde a Pastoral da Criança está presente, este número cai para 17, segundo a coordenação nacional da entidade. Buscando reduzir ainda mais este índice, três mulheres da zona oeste de Londrina deixam suas casas nos horários de folga para visitar famílias pobres e passar dicas de saúde, nutrição e higiene para as mães e filhos. Também organizam, uma vez por mês, o ‘‘Dia da Pesagem’’ - quando todas as mães assistidas pela Pastoral levam os filhos para pesar e conferir se as medidas estão de acordo com a tabela normal.
Liduina Amaro Brasil, 29 anos, Vicentina de Souza Teixeira, 33 anos, e Maria Vieira Tirollo, 41 anos, moram no conjunto Avelino Vieira, zona oeste de Londrina. Elas se responsabilizam por muitas famílias do bairro e até uma creche. São líderes voluntárias da Pastoral. ‘‘Quando as famílias têm mais necessidade, nós vamos várias vezes na casa deles. Trazemos farelos, soro. Quando está tudo bem, a gente faz pesagem uma vez por mês para acompanhar o desenvolvimento da criança’’, explica Liduina.
Vicentina acha que, com a campanha em parceria com a Copel, será possível ajudar mais crianças. ‘‘Às vezes uma família precisa de roupas, alimentos. Então fazemos campanha para arrecadar o material entre a comunidade.’’
Maria Tirollo lembra que a Pastoral da Criança precisa de mais voluntários para atender bairros pobres que ainda não contam com o trabalho e cita, como um desses pontos, o assentamento João Turquino, também na zona oeste da Cidade.
Com seis netos para ajudar a criar, sendo três deles com idade entre 3 e 6 anos, Maria Castorina Correia, 56, é uma das mulheres que recebe as orientações da Pastoral. Moradora da rua José Miguel Alves, no conjunto Avelino Vieira, ela recebeu ontem a visita das líderes Liduina, Vicentina e Maria. O neto, Douglas, esteve abaixo do peso em outubro do ano passado, mas já se recuperou depois da assistência da Pastoral.
Dos 11 filhos que Castorina teve, um morreu com dois anos e outro nasceu morto. A mulher acredita que se tivesse, naquele época, as noções de saúde que recebe hoje da Pastoral, os filhos estariam vivos. ‘‘Elas são muito boas. Ensinam muita coisa.’’
O filho de Silvana Rocha tem 1 ano e desde os 3 meses é assistido pela entidade. A família também mora no Avelino Vieira. Aos 20 anos, Silvana sabe fazer remédios caseiros e usa alimentação alternativa. ‘‘Meu filho está muito bem de saúde.’’
A Pastoral da Criança é uma organização ligada ao Conselho Nacional dos Bispos do Brasil. Mas as líderes dizem que o trabalho atinge também famílias e voluntários de outras religiões.
(Adriana De Cunto)

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