Especial para a Folha
Depois da confusão de quinta-feira na Praça Barão do Rio Branco, em Ponta Grossa, quando uma obra que cortava a praça no meio foi embargada pela Justiça, lideranças da cidade se organizaram para discutir a situação. Um encontro aconteceu ontem pela manhã na Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa e reuniu representantes da própria ACIPG, da Associação dos Engenheiros e Arquitetos, da União das Associações de Moradores, deputados estaduais, vereadores e outros membros da comunidade.
Uma comissão foi escolhida e vai ser recebida pelo prefeito Jocelito Canto na segunda-feira, quando ele vai mostrar o projeto de revitalização da praça e discuti-lo com os representantes. Segundo o vereador Gerveson Silveira (PT), a intenção não é radicalizar nem configurar a ação como movimento partidário. Ele adiantou que apresenta na Câmara Municipal, ainda na segunda-feira, uma emenda que cria o Conselho de Patrimônio Natural e Cultural do município de Ponta Grossa, para determinar que qualquer intervenção nos espaços públicos passe por uma consulta popular.
Os motivos que levaram ao embargo da obra são, além da arbitrariedade do prefeito, o fato de a área ser preservada pelo Patrimônio Histórico do Paraná desde 1990 e ser reserva biológica.

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