Lideranças têm audiência em Brasília
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de outubro de 1998
Áureo Nogueira 
A Prefeitura de Londrina e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) podem revisar o convênio de modernização do aeroporto local assinado em 96. O prefeito de Londrina, Antônio Belinati, (sem partido), e o presidente da Infraero, major Eduardo Bogalho Pettengill, têm reunião hoje às 16 horas, em Brasília.
Além do prefeito Belinati, participam da reunião a governadora em exercício, Emília Belinati, os secretários municipais Gino Azzolini, de Governo, José Righi de Oliveira, de Obras, o presidente do Instituto de Pesquisas e Planejamento (Ippul), Mário Stamm Junior, e o vereador Orlando Bonilha, representando a Câmara de Vereadores. Foram convidados, ainda, deputados federais da cidade, os senadores do Paraná e entidades da sociedade civil mobilizadas pela modernização do aeroporto.
A comitiva paranaense vai tentar convencer o presidente da Infraero sobre a necessidade da modernização do nosso aeroporto, disse o secretário de Governo, Gino Azzolini. Ele revelou que serão apresentados dados que demonstram a importância econômica da cidade e da região e a precariedade com que o terminal aéreo vem sendo operado.
Azzolini destacou, ainda, que a reunião deve discutir a viabilidade da construção de um novo aeroporto. Não há proposta concreta neste sentido, mas considerando os investimentos necessários para adequar o atual aeroporto, esta possibilidade certamente será discutida, detalha.
De acordo com o secretário, somente para cumprir as exigências da Infraero - com desapropriações para ampliação da pista, área para a instalação de equipamentos de segurança de vôo e laterais de escape -, seriam necessários mais de R$ 8 milhões dos cofres da Prefeitura. Também haveria necessidade de adquirir os equipamentos de auxílio ao vôo e ampliar os terminais de passageiros e de cargas. Diante dessas necessidades, talvez seja mais viável a construção de novo aeroporto.
A operacionalização do Aeroporto de Londrina atingiu o ápice da insatisfação nos últimos três meses. Além do aumento da demanda (segundo a própria Infraero é o aeroporto que mais cresce no País), o principal aparelho de auxílio ao vôo disponível - o VOR - ficou desativado durante mais de três meses, causando a suspensão das operações de pousos e decolagens em quase todos os períodos de tempo ruim. A precariedade dos serviços mobilizou lideranças da cidade, que exigem a modernização do aeroporto. A Folha e Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) participam da campanha pela melhoria das condições do aeroporto.


