Lideranças religiosas se apresentam na Concha Acústica
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sábado, 19 de janeiro de 2019
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 
Quem passou pela Concha Acústica na manhã deste sábado (19), foi despertado pela curiosidade ao ver diferentes lideranças religiosas reunidas em um só lugar. Pelo menos, 16 representantes dividiram o microfone para falar sobre liberdade de crença, amor ao próximo e promoção da paz.

Esta é a quarta vez que o GDI (Grupo de Diálogo Inter Religioso de Londrina) promove o Londrina Religiões Unidas pela Paz e em Prol da Tolerância Religiosa. Cerca de 100 pessoas ouviram cada líder e participaram depois de um abraço pela paz no Calçadão.
"O grupo tem crescido e o evento tem se consolidado a cada ano. O objetivo é quebrar preconceitos, conhecendo as ideias de cada religião", comentou Luiz Cláudio Galhardi, representante do Compaz (Conselho Municipal de Cultura de Paz) e da ONG Londrina Pazeando.
O evento faz alusão ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado na segunda-feira (21). "Quando há respeito, a gente ama as pessoas do jeito que elas são e vamos aceitar o jeito que professam sua fé", disse a reverenda Volnice de Almeida, representante da Igreja Episcopal Anglicana.
O sheik Ahmad Mahairi, fundador da Mesquita Rei Faiçal, começou a fala dizendo o quanto estava honrado em participar do evento para defender a paz. Ele saiu da Arábia Saudita rumo a Londrina em 1973 para divulgar a religião islâmica no Brasil. "Para ter paz e respeito às religiões é preciso diálogo", afirmou.
O membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Daniel Firmino, lembrou que a intolerância, muitas vezes, parte daqueles que também se dizem religiosos. "Nosso objetivo aqui é promover o livre exercício da religião para fortalecer o diálogo entre todos os credos da nosso sociedade", pontuou.
A realização do evento é do GDI (Grupo de Diálogo Inter Religioso de Londrina), formado por denominações religiosas, Prefeitura de Londrina, Compaz (Conselho Municipal de Cultura de Paz), entre outros.
Líder religiosa
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007) foi instituído pelo falecimento da yalorixá Gildásia dos Santos, mais conhecida como Mãe Gilda.
Ela foi vítima de intolerância por ser praticante da religião de matriz africana e acusada de charlatanismo. Além dela, pessoas da comunidade foram agredidas. Por conta das agressões morais, a saúde da líder religiosa ficou fragilizada e ela morreu de infarto, em 21 de janeiro de 2000.
Serviço: As reuniões do GDI são abertas a toda a comunidade. Os encontros acontecem todas as terceiras terças-feiras dos meses pares, a partir das 19h, na sede da AML (Associação Médica de Londrina), que fica na av. Harry Prochet, 1055. O primeiro encontro do ano será no dia 19 de fevereiro.


