Lideranças comunitárias de 16 bairros e escolas estaduais e municipais da Zona Sul
de Londrina foram ontem à tarde ao Legislativo municipal
reclamar da onda de violência na região. De acordo com moradores, professores e diretores, o problema se agravou por falta de policiamento da Patrulha Escolar, vinculada à Polícia Militar (PM).
  ‘‘Queremos policiamento preventivo, pois tem havido muita briga na entrada e na
saída das escolas, com professor tendo que apartar a briga’’, disse o segurança Renato Vandré, integrante da comissão de líderes comunitários presente à Câmara. ‘‘Quando a gente recorre ao telefone e pede socorro, perde um tempo danado ouvindo a gravação dizendo o quanto é boa a Patrulha Escolar. E de que adianta isso?’’, questiona o auxiliar de segurança, João Cabral, 31.
  Para a diretora da Escola Municipal Bárbara Falcoviski Vieira, Amélia do Nascimento
Magrinelli, tanto a equipe de profissionais quanto as próprias famílias já não têm mais sossego em relação aos filhos, alunos, nem à própria segurança. ‘‘Muitos alunos ficam sozinhos quando saem, pois os pais trabalham, e tem tido muita gente estranha fora do colégio que, não raras vezes, briga com as crianças e toma coisas delas’’, relatou. ‘‘Chamamos os policiais em várias oportunidades, mas vieram só duas vezes este ano.’’
  O relações pública do 5º Batalhão da PM, tenente Ricardo Eguédis, alegou que a corporação não recebeu queixas específicas à região. ‘‘As viaturas estão funcionando normalmente, não diminuímos o número de visitas.’’

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