Lideranças pedem fim de lixão
Edinelson Alves
De Rolândia
Especial para a Folha
Lideranças comunitárias de Rolândia fizeram anteontem à tarde uma visita ao lixão da cidade. Foi uma manifestação de protesto contra a demora da prefeitura em definir uma solução para o problema. Em meio ao cheiro insuportável e à fumaça tóxica que cobria a região norte da cidade, os manifestantes fizeram questão de discutir ali, por mais de meia hora, quais os caminhos para reivindicar a retirada do foco de contaminação de dentro da área urbana de Rolândia. Apesar do descontentamento geral, o grupo se dividiu sobre as estratégias de pressão.
Algumas lideranças defendiam a necessidade de ir para o calçadão e também para a frente da prefeitura denunciar o que classificam como descaso. Outros diziam que o confronto só irá contribuir para prolongar o sofrimento dos moradores. O presidente da Câmara de Vereadores, Vamberto Garcia Figueiredo, propôs que seja fornecido um ônibus para transportar, diariamente, os estudantes para conhecer a realidade do lixão. Essa seria uma fórmula para sensibilizar toda a população, considerou.
O presidente da União Rolandense das Associações de Moradores, Paulo Inez, prefere enviar um documento ao prefeito José Perazolo cobrando prazos para resolver o problema. Queremos fazer um movimento legítimo, mas sem envolver a questão política. Vejo duas saídas: a primeira é a educação da comunidade através da reciclagem; a outra é o aterro sanitário, disse.
O aterro sanitário provocou um racha entre moradores da área urbana e da zona rural: o primeiro grupo quer a retirada do lixão de dentro da cidade e o segundo não o quer próximo de suas propriedades. O presidente do Movimento Nossa Terra, Daniel Stedle, tem feito palestras orientando para que não haja polêmicas entre campo e cidade.





