Lideranças fazem balanço de operação contra a violência
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terça-feira, 17 de abril de 2001
Emerson Dias 
Representantes das polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal, além da Guarda Municipal, do Exército e dos cinco conselhos municipais de segurança de Foz do Iguaçu se reúnem esta manhã para apresentar um balanço dos primeiros 30 dias de ação da força-tarefa, operação mantida 24 horas e que conta com os 891 homens das corporações locais dispostos a combater a violência na cidade.
O projeto foi idealizado durante o Primeiro Encontro de Segurança de Foz do Iguaçu, que discutiu os altos índices de criminalidade apontados nos primeiros dois meses deste ano. Ocorrências como roubo de viaturas da própria polícia foram os principais motivos apontados pelos moradores para que as autoridades locais criassem a força-tarefa. Diferente das operações tradicionais, a ação conjunta das corporações é permanente. São grupos agindo 24 horas, sete dias por semana, explicou o presidente-geral do Conselho Municipal de Segurança, Carlos Duso, destacando um apoio futuro de helicópteros da Polícia Rodoviária Federal e até mesmo embarcações da Polícia Federal, usada normalmente para fiscalizar os rios fronteiriços Paraná e Iguaçu.
Para garantir a continuidade do projeto, R$ 150 mil serão liberados pela administração pública e pelo próprio Conselho. O dinheiro é investido na manutenção dos grupos, aquisição de equipamentos e na campanha realizada junto à comunidade, como cartazes e vinhetas em rádios e televisões. Quando o Estado se mostra incapaz ou omisso, a comunidade deve se organizar para garantir sua segurança, resumiu Duso. O encontro da coordenação da força-tarefa será às 8 horas, no salão de reuniões do Hotel Rafain Centro.
Foz do Iguaçu possui 258 mil habitantes e já registrou o dobro de homicídios em relação a Curitiba, capital com 1,6 milhão de pessoas. Somente nos primeiros 60 dias do ano foram 47 assassinatos. Em Cascavel, cidade com praticamente o mesmo número de moradores, foram 14 homicídios.


