Lideranças cobram ações contra aumento da criminalidade
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terça-feira, 06 de novembro de 2001
Adriana De Cunto<bR>De Londrina 
Representantes de 16 entidades reuniram-se ontem à tarde com o secretário de Segurança Pública do Estado, José Tavares, para discutir propostas que ajudem a diminuir o índice de criminalidade em Londrina. O encontro aconteceu na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e durou quase três horas. Entre as principais reivindicações das entidades comerciais, clubes de serviço e outras estavam o aumento do efetivo das polícias Militar e Civil e o funcionamento de um disque-denúncia. Participaram também o delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro; o delegado-chefe da 10 Subdivisão da Polícia Civil, Gilson Garret Algauer; e o comandante do 5º Batalhão da Polícia Civil, tenente-coronel Rubens Guimarães.
A imprensa não teve acesso à sala de reunião. O assessor da Pastoral Carcerária, padre Cesar Braga, que representou a Arquidiocese, disse que o encontro teve um clima de cobrança. ''Mostramos que a violência está crescendo, que não temos como sair de casa, de trabalhar'', afirmou.
George Hiraiwa, presidente da Acil, lembrou que os segmentos comerciais que mais sofrem com a criminalidade são farmácias, padarias, postos de gasolina e pequenos mercados. Mas frisou que a reunião não se restringiu à violência contra comerciantes: ''Estamos buscando soluções conjuntas''.
Para José Tavares, a inauguração da Casa de Custódia, no próximo dia 20, e a desativação da carceragem dos 3º, 5º e 2º Distritos Policiais (DP), ajudarão a resolver o problema da falta de policiamento nas ruas. Isso porque os homens (entre 15 e 20) que trabalham atualmente como carcereiros voltarão a atuar como investigadores. As celas serão mantidas no 4º DP (zona sul), que somente abrigará mulheres.
Tavares anunciou que o atendimento à população será agilizado com a criação, no 5º BPM de Londrina, de uma central de emergências. Ele disse que a central será construída no batalhão e o início das obras acontecerá em breve, mas não definiu data. Depois que entrar em funcionamento, a população deverá ligar para o número 190, independente do tipo de socorro (PM, civil, bombeiros, acidentes). Segundo o secretário, equipamentos ''de última geração'' garantirão que as chamadas telefônicas sejam atendidas com rapidez. Quanto ao disque-denúncia, Tavares disse que PM e Polícia Civil providenciarão o início do serviço integrado.
O secretário lembrou às lideranças que, quando for necessário, será repetida a operação integrada entre PM e Civil realizada em Londrina, na semana passada, com o objetivo de coibir a criminalidade. A ação contou com reforço de policiais de outras cidades.


