Liderança do MST nega participação no crime
Liderança do MST negaparticipação no crime
Da Redação
Um dos coordenadores do MST do Paraná, Rogério Mauro, não acredita que o assentado João Cavalheiro Vasselik, conhecido como Bugrão, tenha sido morto por líderes do movimento. Ele diz que o lavrador era muito truculento e que qualquer assentado poderia ter feito a emboscada. Ele sempre foi valentão e tinha problemas com os outros sem-terra, qualquer um poderia tê-lo matado, afirma.
O delegado Luís Carlos Azevedo, de Bela Vista do Paraíso, deverá remeter o inquérito sobre o caso para a Justiça amanhã, pedindo ampliação do prazo para as investigações. Estamos com dificuldades de conseguir a confissão dos suspeitos, relata o delegado. A polícia tem cinco suspeitos do crime e só conseguiu ouvir três deles. José Damasceno e Renato Reinher (os dois líderes citados na fita) ainda não prestaram depoimento. Não temos nenhuma convicção sobre o crime, apenas sabemos que quem matou o Bugrão foi alguém do assentamento Ingá, afirma.
Para o filho do lavrador assassinado, Walter Vasselik, de 20 anos, a polícia tem interesse em retardar o andamento do processo. Escondido em Ponta Grossa desde o assassinato do pai, Walter acusa a polícia de ter participado de ações duvidosas ao lado das lideranças do MST. O rapaz conta que antes do crime foi feita uma reunião com portas fechadas entre líderes sem-terra. Fomos avisados sobre este encontro, meu pai contratou um advogado, mas não deu tempo de evitar a tragédia, diz ele.
O advogado da família, Mauro Faidiga, diz que está claro que o mandante do crime é um líder sem-terra. Faidiga está escondendo a viúva de Bugrão por achar que ela corre risco de vida. Eles eliminaram o Bugrão e querem agora eliminar a mulher e o filho, declara. Esta não é uma prática do MST, somos contrários à violência e descartamos a participação de qualquer liderança sem-terra na morte do Bugrão, rebate Rogério Mauro.





