Liderança alerta que há risco de confronto
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de maio de 2001
Telma ElorzaDe Londrina 
Uma das lideranças do movimento das mulheres em Londrina, que pediu para não ser identificada, faz uma análise assustadora da situação na cidade. Segundo ela, o governo não se deu conta de como os ânimos estão exaltados e de como o movimento pode evoluir para uma atitude extrema de confronto. Por enquanto a gente está conseguindo apaziguar os ânimos. Mas a revolta é muito grande, alertou.
Segundo ela, em Londrina qualquer ato pode ser o estopim para um conflito. Se ocorrer aqui um episódio como em Curitiba (a prisão de duas mulheres), vai ser o mesmo que acender um barril de pólvora. Vai dar morte. Estamos com dificuldades em segurar, elas estão bravas, nervosas e isto vai virar um inferno se houver provocação. E nossos maridos vão ficar do nosso lado. Vai ser polícia contra polícia, afirmou.
Ela afirma que o governo precisa levar a sério o movimento. Para a liderança, o governador Jaime Lerner deveria fazer alguma coisa pessoalmente, como ir à televisão falar com as manifestantes. Ele tem o poder e autonomia para numa situação de emergência, conceder um reajuste. Ele tem a obrigação moral de dar alguma coisa a este povo, apontou.


