Mário CésarSem vandalismoRicardo Rodrigues dos Santos, da Associação de Mototaxistas: ‘Invasão aconteceu no calor da coisa’O presidente da Associação dos Mototaxistas, Ricardo Rodrigues dos Santos, disse ontem não acreditar que existam dois grupos distintos dentro do movimento pela legalização do serviço em Londrina, como apontou o secretário de Negócios Jurídicos Eduardo Duarte Ferreira: um de trabalhadores, procurando espaço no mercado de trabalho, e outro de vândalos.
‘‘Não concordo com o ponto de vista dele, mas sim que a maioria que está lá quer trabalhar. Agora, se existe alguém com desvio de caráter, alguém desequilibrado, eu não tenho como identificar. Não dá para conhecer todos. Mas são pessoas, não um grupo organizado’’, disse Ricardo.
Mesmo não concordando com a invasão - ‘‘achei lamentável’’ - o presidente da Associação, no entanto, acredita que a repercussão do episódio tem sido exagerada.
‘‘Foi uma manifestação espontânea, levada pela emoção de uma massa que se sentiu traída pela forma como se deu a votação do projeto na Câmara. Mas não houve quebra-quebra, ninguém ficou ferido’’, observou.
Ricardo Rodrigues disse que a associação ainda não sabe se vai apoiar, no inquérito aberto na Polícia Civil, as pessoas identificadas na invasão à Prefeitura. ‘‘Vamos estudar. Mas falei para o pessoal que as nossas ações têm que ser dentro da civilidade. E o que aconteceu foi no calor da coisa, se depender de mim isso não vai acontecer mais.’
Apesar do incidente de ontem, o presidente da associação considera que o diálogo com a Prefeitura tem sido produtivo e deve continuar avançando. ‘‘Eu não gostaria de criar nenhum tipo de obstrução no nosso relacionamento. Espero que o prefeito entenda que de fato (os invasores) são algumas pessoas que não representam a categoria.’
O advogado Marcelo Leal, que representa a Associação dos Mototaxistas, disse ontem que também está estudando a possibilidade de entrar com uma interpelação judicial contra a Câmara em função da maneira como foi aprovado o projeto de lei, se beneficiando das últimas mudanças regimentais. ‘‘Foi tudo de afogadilho, feito na calada da noite.’
(Lúcio Horta)

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