Curitiba Duas multas de trânsito por excesso de velocidade levaram o líder de uma seita religiosa a travar uma verdadeira batalha com a Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran). Inri Cristo, líder da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade (Soust), e que se intitula filho de Deus, disse que não pagará as multas e que está disposto a recorrer à Justiça caso fique caracterizada discriminação religiosa.
As infrações teriam acontecido em agosto e novembro do ano passado. Inri tornou o caso público agora, depois de ter as defesas prévias indeferidas pela Diretran. Para apelar ao Conselho Estadual de Trânsito, numa última instância, é necessário pagar antes as multas, o que ele se recusa.
Uma das infrações, segundo a multa encaminhada à Soust, aconteceu na Rua Isaac Guelmann, uma via rápida onde a velocidade permitida é de 60 km/h. O veículo da seita uma Toytota Bandeirante foi flagrado pelo radar a 99 km/h. Inri alegou que é impossível desenvolver essa velocidade com o carro da ''igreja'' que, por ser muito velho, trepida e se desgoverna quando ultrapassa os 80 km/h. A outra infração foi registrada na Rua Desembargador Westphalen, segundo Inri, em um dia em que ele desfilava pela cidade, como faz com frequência.
Inri Cristo chamou os radares de ''vampiros eletrônicos, frios, desregulados e vorazes'', que tomam o emprego de pessoas que poderiam trabalhar como guardas. ''Não é por causa da soma (R$ 574,00), mas não posso fazer vista grossa para toda essa maracutaia'', acrescentou.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba informou que os radares são aferidos pelo Inmetro e que não há possibilidade de margem de erro superior a 30 km/h.

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