Lições de respeito
No mesmo horário da oficina ministrada pela professora Marina Reidel, em Rolândia, os alunos da Escola Estadual Francisco Villanueva assistiram a um filme que discute a temática e conversaram sobre o assunto com monitores do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Eles fazem parte do projeto de formação continuada de professores em metodologias diferenciadas para o Ensino Médio.
''A iniciativa da escola é avançada e ousada. Trata-se de um tema polêmico'', avaliou a coordenadora do projeto, Ângela Maria Souza Lima. ''Para discutir o assunto, os professores precisam buscar informações e se aprofundar na discussão'', completou.
Alguns adolescentes mostraram ter entedido o objetivo da atividade. ''Acho importante discutirmos a homofobia. Quando há colegas homossexuais na sala, parte dos alunos pega pesado'', relatou Ewerton de Almeida, 17, acrescentando que considera a atitude ''totalmente errada.'' ''Não devemos ter a cabeça presa ao que a sociedade impõe'', disse.
Ana Clara Thomé Barbosa, 16, concordou com a opinião do amigo. ''É legal trazer o assunto para a escola, porque as pessoas julgam os homossexuais sem conhecê-los'', analisou. Renan Carvalho Pereira, 16, lembrou que, por causa da homofobia, muitos estudantes gays acabam tendo que se esconder para se proteger das piadas e brincadeiras agressivas. ''Teve um aluno que precisou mudar de horário porque os outros meninos viviam agredindo''
Os três estudantes opinaram que as dificuldades enfrentadas pelos adolescentes homossexuais devem ser maiores que as impostas aos heteros.''Os próprios adultos não respeitam, não levam a sério a sexualidade dos jovens'', afirmou Ana Clara. Eles também acham que as palestras são válidas para levantar a discussão, mas insuficientes para resolver o problema. ''Alguns alunos assistem ao filme e à palestra mas, no dia seguinte, continuam 'tirando sarro'. Eles 'acham lindo' serem machistas'', criticaram. (C.A.)





