Com frascos de sabonete líquido em uma cesta, Alan Antunes Tricarico, de 10 anos, aluno do 5ª ano do Ensino Fundamental do Colégio Universitário, percorria os corredores da feira de empreendedorismo social "Galeria dos Sonhos" realizada no sábado, no ginásio de esporte do colégio, para tentar conquistar clientes para o seu produto.
Sabonete líquido e aromatizadores de ambientes foram os produtos escolhidos pela turma do 5º ano para participar da feira, que reuniu 123 projetos desenvolvidos pelos alunos da Educação Infantil e dos ensinos Fundamental e Médio dentro da disciplina de pedagogia empreendedora.
Nos estandes, os visitantes encontraram giz de cera em diversos formatos, relógios feitos a partir de disco de vinil, suporte para carregador de celular, vasos de garrafa pet, pulseiras de macramê, velas de parafina, marcador de página, abajur feito com carcaça de coco verde, almofadas, fronhas personalizadas. Os alunos da Educação infantil confeccionaram uma sombrinha diferente. Bonecos de pano pendurados nas sombrinhas foram personalizados com características típicas das cinco regiões do País. O regionalismo foi trabalhado em sala de aula.
O dinheiro arrecadado será revertido para nove entidades assistenciais de Londrina, entre elas, os setores de queimados e de aleitamento materno do Hospital Universitário (HU), ONG SOS Vida Animal, Hospital do Câncer e Centro Municipal de Educação Infantil Water Okano.
A Galeria dos Sonhos é realizada há 19 anos, mas há três ganhou um departamento específico na escola. "É um projeto que envolve funcionários, alunos e professores. Começa em fevereiro com a definição dos projetos e durante o ano os estudantes confeccionam os produtos. Tudo tem que ser artesanal", explicou Eunice Fernandes, coordenadora geral de empreendedorismo.
Os estudantes precisam fazer um estudo de mercado para definir os produtos que serão vendidos na feira. Eles pesquisam os materiais que serão utilizados, custos, preço de venda, quantidades. "Eles aprendem lições sobre empregabilidade, lucro, empreendedorismo. O objetivo principal é o retorno social que os trabalhos terão. O aluno vai para o projeto pensando o quanto pode ganhar, mas a filosofia é quanto ele vai arrecadar para doar", enfatizou Eunice.

Lições de empreendedorismo e solidariedade
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Alan gostou da experiência de empreender. "Ensina a ter mais responsabilidade e trabalhar em equipe. Em vez de ser o cliente, você é o vendedor e isso é legal", disse o aluno. Na edição deste ano, ele e os colegas sentiram as dificuldades pelas quais passam os vendedores . "Ano passado, o sabonete líquido vendeu muito bem, então aumentamos a quantidade para este ano. Mas as pessoas estão comprando mais o aromatizador, que fizemos poucos. Então, está difícil vender os sabonetes", contou. A estratégia para o produto não ficar encalhado foi ir atrás do cliente pelos corredores da feira.
A turma da Bruna Isolane, de 10 anos, também do 5º ano do Ensino Fundamental, apostou na confecção de instrumentos musicais com recicláveis. "Vamos ajudar o Hospital do Câncer com a venda", disse a estudante.
Também foi realizado um Bazar Garagem com produtos arrecadados entre os alunos e a comunidade. Os visitantes da feira puderam comprar roupas, calçados, brinquedos, aparelhos eletrônicos e objetos de decoração.

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