Licitar é tendência no transporte urbano
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de julho de 2001
Israel Reinstein De Curitiba 
Curitiba é a única capital do Sul do País que se recusa a promover licitações das novas linhas de ônibus do transporte coletivo. As prefeituras de Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) estudam a possibilidade de abrir concorrência para futuras extensões do transporte urbano. Em contrapartida, o procurador Sidney Martins, da Urbs (órgão que gerencia o transporte de Curitiba) disse que não há determinação legal que motive a cidade a mudar o atual modelo.
No entanto, no começo do mês de junho, uma decisão liminar da 1ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba condicionou a abertura de novas linhas à realização de concorrência pública. A prefeitura recorreu junto ao Tribunal de Justiça, mas teve seu pedido recusado (leia matéria na mesma página).
O diretor de planejamento de transporte da Prefeitura de Porto Alegre, Henri Vaz, explicou que o município pretende abrir concorrência para novos trechos. Ele acrescentou que para este ano não há demanda que obrigue a formalizar novos contratos. E, nas linhas antigas, continua em vigor os acordos com as 15 empresas particulares e uma pública, que estão divididas em três consórcios, explicou Vaz.
Também não é para este ano a realização de licitação de novas linhas em Florianópolis. O diretor do Núcleo de Trânsito, Marcelo Silva, explicou que na cidade a concessão das cinco empresas de transporte coletivo tem validade de dez anos. O acordo foi firmado em 1999.
Porém, o procurador da Urbs, Sidney Martins, disse que a cidade não precisa seguir o exemplo das outras capitais, porque é modelo para o restante do País. Além disso, ele acrescentou que os atuais contratos, cujo os prazos são indeterminados, impedem mudanças. Martins afirmou que mudanças no sistema atual depende de legislação específica e decisão da prefeitura. Mas não precisa mudar.
Porém a diretora do Núcleo do Transporte da Universidade Federal do Paraná, Gilza Fernandes Blasi, disse que as licitações no setor de transporte coletivo público são uma tendência nacional. O governo federal estabeleceu mudanças no setor de transporte interestaduais e intermunicipais, que permitem a modernização do setor e a redução dos custos das tarifas, avaliou.
Um exemplo da nova tendência é a Prefeitura de São Paulo, que vai realizar licitação de todas as linhas da cidade a partir do próximo ano.


