'Licitação vai reativar economia'
Lupionópolis - De acordo com o prefeito de Lupionópolis, José Carlos Tibério, foi feita uma consulta de preços para adquirir uma nova balsa. ''Contamos com o apoio do governo do Estado, esperamos que na inauguração da estrada (obra custeada pelo governo estadual) em outubro possa ser assinado um convênio para fazer a licitação da balsa que vai reativar a economia da região'', destaca.
De acordo com Tibério, a consulta a alguns estaleiros revelou que o preço mais baixo de uma balsa giraria em torno de R$ 640 mil. O objetivo é comprar uma embarcação de 40 metros de comprimento por 9 de largura e capacidade para transportar 200 toneladas.
Segundo o prefeito, a embarcação serviria para transportar, além de carros e pessoas, caminhões com cana-de-açúcar. Próximo a Lupionópolis, mas do outro lado do Paranapanema, há cinco usinas de cana. ''Só uma usina em Narandiba, pertencente a um grupo da Noruega, possui 600 alqueires de cana plantados aqui no Paraná. Quando essa cana atravessa o Estado é recolhido o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoris). O benefício para o Estado é grande e também para a cidade que acaba ganhando uma maior parte do repasse estadual'', explica. De acordo com Tibério há plantações que não foram colhidas recentemente porque o transporte da safra tornou-se ''inviável''.
O prefeito estima que se o Estado aceitar custear a nova balsa, ''em oito ou nove meses'' ela possa estar funcionando. ''A empresa terá que construí-la aqui em Lupionópolis mesmo, pois não tem como transportá-la. Daremos um prazo de seis meses para a obra, mas antes disso é preciso assinar convênio com Estado e realizar a licitação'', acrescenta.
Caso uma balsa maior realmente seja adquirida e o transporte de caminhões carregados com cana se torne comum pela estrada que liga Lupionópolis até a balsa os riscos de danificar a via são grandes. No entanto, ele acredita que ''o material utilizado na estrada é resistente e melhor que outras estradas da região''.
De acordo com Tibério, a balsa em Lupionópolis é uma questão histórica também. ''A colonização de Maringá e de toda região começou por aqui. De 1950 até 1970 havia duas balsas que funcionavam 24 horas por dia. Estão naufragadas pelo menos nove balsas no rio.''
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística, que informou, por meio da assessoria de imprensa, que o pedido da prefeitura está sendo analisado e uma decisão deve ser anunciada no início deste mês. (D.B.)





