Licitação para patente de remédio não teve inscritos
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de junho de 2001
Lucinéia ParraDe Maringá 
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) não registrou nenhuma inscrição de empresas interessadas em participar da licitação para exploração da patente do BNT-08, medicamento a base de extratos da Pfaffia Glomerata, conhecida como Ginseng do Brasil. O prazo para a inscrição encerrou-se sexta-feira passada. O medicamento é indicado para memória e foi desenvolvido pelo professor do departamento de Farmácia e Farmacologia da UEM, Luiz Carlos Marques.
Ele disse que encarou com tranquilidade a falta de inscritos para o processo de licitação, e garantiu que vai solicitar nova data de inscrição. Conforme Marques, sete empresas ficaram interessadas na exploração da patente, sendo três do Rio de Janeiro, três de São Paulo e uma do Rio Grande do Sul. Das sete, cinco chegaram até a comprar o edital para a inscrição. Teremos agora que entrar em contato com estas empresas para ver o que aconteceu e diante das dificuldades que elas apontarem, vamos analisar o que é possível alterar no que se refere às exigências da universidade, disse. Uma das exigência para participar da licitação, era o pagamento de R$ 100 mil para o uso da patente pelo prazo de 20 anos.
De acordo com o também professor da UEM, Carlos Sica, as universidades brasileiras precisam investir em pesquisas aplicadas. Segundo ele, a expectativa é de que em 10 anos, a UEM possa auto-sustentar as pesquisas aplicadas se conseguir repassar para as empresas os produtos criados pela instituição.


