Londrina

Dorico da SilvaSinal verdeO secretário Bedrossian junto à maquete do PAI: verba foi aprovada pelo Conselho Municipal de SaúdeO Pronto Atendimento Infantil (PAI), uma das principais promessas de campanha da atual administração municipal, deve começar a funcionar no Natal de 98. O compromisso foi firmado na manhã de ontem pelo prefeito Antonio Belinati (PDT) durante solenidade para assinatura do edital de licitação para a obra. A cerimônia aconteceu, como sempre, em clima de grande festa no gabinete do prefeito: com direito a bexiga, quarteto musical, crianças e a presença de muitas autoridades.
A obra vai custar ao cofre do município cerca de R$ 2 milhões. A liberação da verba foi aprovada pelo Conselho Municipal de Saúde em reunião na semana passada. Quinze dos 16 membros aprovaram a utilização dos recursos para a construção da unidade, que terá 2,6 mil metros quadrados de área e será erguida no terreno na avenida Leste-Oeste, entre as ruas Benjamin Constant e Duque de Caxias (área central de Londrina). A abertura dos envelopes está prevista para janeiro e o início da construção, para o final de fevereiro.
Depois de concluída a obra, a Prefeitura ainda vai gastar mais cerca de R$ 500 mil para equipar o PAI. A manutenção ficará em torno de R$ 80 mil mensais, verba que já está na previsão de gastos do Município, garante o diretor-presidente da Autarquia Municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian.
O PAI vai atender crianças de zero a 12 meses. Será mais equipado que um posto de saúde comum, mas menos estruturado que um pronto-socorro hospitalar. ‘‘É uma retaguarda de atendimento às unidades já existentes’’, explica Agajan Der Bedrossian. Ele funcionará 14 horas/dia com cerca de 80 funcionários, entre médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, assistente social, bioquímicos, entre outros. ‘‘A unidade vai servir de referência em termos de equipamentos e recursos humanos’’, comenta o diretor-presidente.
A unidade fará exames complementares aos oferecidos pelos postos de saúde, como raio-X, exames laboratoriais, ultra-sonografia, além dos serviços da equipe multiprofissional. Receberá crianças para atendimento emergencial e contará com 12 leitos para semi-internação de no máximo 12 horas. ‘‘Se o problema for resolvido, a criança terá alta; caso contrário, será encaminhada a um hospital’’, explica Agajan Der Bedrossian, lembrando que haverá também programas preventivos.
O diretor-presidente da Autarquia Municipal de Saúde comenta que, no ano passado, 180 crianças morreram em Londrina por doenças que poderiam ser evitadas. ‘‘Morreu uma criança por pneumonia. Não podemos admitir isso.’’ Outra vantagem, cita Bedrossian, é que através do PAI as crianças farão exames mais complicados na própria rede municipal e não precisarão procurar outras entidades. ‘‘Antes a gente perdia a sequência do atendimento. Agora todos ficam dentro do sistema e passam a ter acompanhamento efetivo.’’
Bedrossian lembra que as consultas e serviços básicos continuarão sendo responsabilidade dos postos de saúde. O PAI terá capacidade para realizar 480 atendimentos multiprofissionais por dia.
Antes que o prefeito Antonio Belinati e Agajan Der Bedrossian apresentassem a maquete do PAI, projeto do arquiteto Nelson Schietti de Giacomo, crianças que nasceram na Maternidade Municipal se juntaram ao prefeito, incluindo a primeira a nascer na entidade, a menina Lucila Manoela Silva Guimarães, hoje com 6 anos.
Estavam presentes à cerimônia o vereador Renato Araújo (PPB); o diretor do Fórum, juiz Dimas Ortêncio de Melo; o deputado federal Paulo Bernardo (PT); o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Marino Ari Burille; o comandante do Corpo de Bombeiros, major Aloísio Costacurta; o presidente do Conselho de Administração da Folha de Londrina, João Milanez; secretários municipais e outras autoridades. Participaram também da solenidade 25 crianças do Centro de Atendimento Integral à Criança (Caic) da zona sul e 10 alunos da Escola Municipal Francisco Pereira de Almeida Júnior, no conjunto Ernani Moura Lima (zona leste).

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