Licitação para o lixo tem processo demorado
Paulo Pegoraro
De Cascavel
A comissão especial formada pelo Prefeitura de Cascavel para escolher a empresa que vai explorar a coleta de lixo, varrição de ruas e operação do aterro sanitário, iniciou ontem a avaliação das propostas de seis empresas que se habilitaram à concorrência pública. A abertura dos envelopes ocorreu às 9 horas e até o final da tarde ainda era analisada apenas a parte referente à documentação. É possível que o processo seja encerrado segunda-feira, com a avaliação dos quesitos preço e capacitação técnica dos concorrentes.
Segundo o presidente da comissão, o secretário municipal de Serviços Urbanos Fernando Dillemburg, o processo licitatório é naturalmente demorado e complicado e sujeito a contestações dos concorrentes. A estimativa do Município é que o preço pedido pelas empresas seja próximo a R$ 13 milhões para contrato de 5 anos. Diariamente, são recolhidas na cidade cerca de 120 toneladas de lixo domiciliar e 1.200 quilos de lixo hospitalar.
Dezesseis empresas de vários Estados adquiriram o edital da licitação (que custou mil reaiscada), mas apenas seis apresentaram proposta. São elas os consórcios Ábaco/Lopes e Engelétrica/CGC, de Cascavel, as catarinenses Engepasa Ambiental, Coneville Serviços e Construções e SLC Construções e Serviços, e a paulista Tejofran Saneamento e Serviços Especializados.
Como demorará ainda alguns dias para ser conhecida a vencedora da concorrência, é possível que só no final de agosto a empresa assuma efetivamente o serviço, já que há um prazo de 30 dias.
A menos que a própria Engepasa seja a vencedora, pois já está instalada na cidade há 8 anos. Há também a possibilidade de algum recurso judicial, além do já formalizado (e em instrução) pela Ágora, de Curitiba, que apenas havia retirado o edital, sem concorrer. A empresa não concorda com avaliações em separado dos quesitos preço e capacitação técnica.





