A empresa londrinense J Gabriel deve realizar as obras do Lago Norte, complexo de lazer que será construído no fundo de vale do Conjunto Milton Gavetti (Zona Norte de Londrina), entre a Avenida Curitiba e a Rua Pedro Bertoluci na parte de trás do Jardim Paraíso. Os envelopes da licitação, realizada pela prefeitura, foram abertos ontem. A empresa ofereceu o menor preço, R$ 1.729.563,01, numa disputa apertada a diferença em relação ao terceiro valor mais barato apresentado foi inferior a R$ 5 mil.
De acordo com o presidente da comissão de licitação, Ronaldo Mouro, ao todo sete empresas apresentaram propostas. O resultado da licitação deve ser publicado ainda esta semana, e a partir daí recursos contra a decisão deverão ser apresentados dentro de cinco dias úteis.
Caso não haja contestação, a documentação será enviada para a Secretaria Municipal de Obras, já para a elaboração do contrato.
O secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, citou que a J Gabriel terá seis meses após a emissão da ordem de serviço que deve ser assinada até o início de setembro para realizar as obras. O projeto do complexo foi desenvolvido pela equipe técnica do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul).
Uma área de 36.651,68 metros quadrados será alagada. No entorno do lago, serão construídos uma pista de caminhada, uma via de passeio, área para ginástica com barras e aparelhos de flexão, barras paralelas, aparelhos para exercícios abdominais e para escalada , playground, campo de futebol e quadra poliesportiva.
Após as obras, a prefeitura terá que requisitar licenciamento de operação para encher o lago. Outro complexo de lazer está sendo construído na área do Córrego Cabrinha, também na Zona Norte, e deve estar pronto até outubro, segundo Crescentini.
Os moradores da região onde será construído o Lago Norte mostram entusiasmo com a obra. ''Vai ser excelente. Hoje, esse fundo de vale só serve para abrigar ladrão e bandido, e para jogar lixo. E ainda ficam colocando fogo aí, não sabemos quem. Quando o vento vem na direção das casas, a gente fica respirando fumaça'', aponta Josiel Eduardo da Silva, que trabalha como encarregado da manutenção de materiais hospitalares numa empresa.
O desempregado Luciano de Souza enxerga no lago uma perspectiva de desenvolvimento da região. ''Vai ser bom para o turismo. E os empresários vão passar a dar mais atenção para esta parte da cidade'', acredita ele.
O auxiliar de escritório Yusseft Lincoln se diz favorável à obra, mas a exemplo de outros moradores (veja enquete), faz ressalvas. ''Acho que o lago vai trazer insegurança, porque mais gente vai começar a circular por aqui'', opina.

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